Leitura do acórdão final do processo Casa Pia marca fim de processo que se arrasta há oito anos

3 09 2010

Hoje todas as atenções se centram na leitura do acórdão do processo Casa Pia. No campus da Justiça, em Lisboa, já são muitos aqueles que se concentram para assistirem ao fim de um processo que se arrasta há oito anos… No área envolvente ao tribunal a segurança é apertada – há dias que tudo tem sido feito para que hoje nada falhe.

Daqui a cerca de uma hora, os sete arguidos começam a ouvir a leitura do acórdão final do julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia, um processo que chega hoje ao fim, quase seis anos depois de ter começado.

O colectivo de juízes presidido por Ana Peres, coadjuvada por Lopes Barata e Ester Santos, deverá proferir a decisão sobre a inocência ou culpa dos sete arguidos, acusados de crimes de abuso sexual, ato sexual com adolescente e lenocínio, entre outros.

O início da sessão está marcado para as 09:30. O fim da leitura da decisão não tem hora ou mesmo dia previsto, dependendo do consenso a que as partes chegarem quanto à leitura integral ou abreviada do acórdão.

Em tribunal respondem os arguidos Carlos Silvino, ex-motorista da Casa Pia, o ex-provedor da instituição Manuel Abrantes, o médico João Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.

Recorde-se que tudo começou há quase 8 anos, no final de 2002. A mãe de um dos alunos da Casa Pia apresentava uma queixa na Polícia Judiciária (PJ) contra o motorista Carlos Silvino.

Um mês depois o jornal “Expresso” noticia que centenas de crianças da Casa Pia podem ter sido violadas.

Pouco depois, o provedor da Casa Pia, Luís Rebelo demite-se.

Carlos Silvino é detido. Os depoimentos das alegadas vitimas multiplicam-se nas televisões.

Carlos Cruz é um dos nomes que começa a aparecer. No final de Novembro vai às três televisões desmentir os rumores.

Mais tarde, será Paulo Pedroso a ser ouvido no tribunal de instrução criminal. O anúncio é feito no Parlamento.

O antigo ministro é interrogado durante 13 horas. Fica em prisão preventiva quatro meses e meio.

A saída da cadeia e chegada ao Parlamento acabou por ser um dos dias mais marcantes do processo.

No final de 2003, dez arguidos são formalmente acusados. Na pronúncia, seis meses depois, três saem do processo. Entre eles Herman José e Paulo Pedroso.


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