Cavaco recandidata-se movido pela “consciência da gravidade dos problemas” do país

27 10 2010

Depois de meses de suspense Cavaco Silva quebrou o silêncio e está de novo na corrida a Belém. O Presidente da República recandidata-se movido pela “consciência da gravidade dos problemas” do país, considerando que pode ajudar Portugal a encontrar um rumo e vencer a “situação extremamente difícil” que atravessa.

Numa declaraçãon no Centro Cultural de Belém, Cavaco Silva disse acreditar que pode ser útil ao país e evocou  a sua experiência e conhecimentos, considerando que podem ser úteis para “ajudar o país a encontrar um rumo de futuro e vencer as dificuldades com que está confrontado”.

Logo depois da apresentação da recandidatura a Belém, houve reacções de toda a oposição e de todos os candidatos na corrida, à excepção de Manuel Alegre que remeteu uma reacção para hoje.

O candidato presidencial Fernando Nobre considerou  que a “grande experiência económica” de Cavaco Silva não impediu o país de entrar na “situação trágica” da crise, defendendo a necessidade de “escrever um novo livro, com um novo Presidente da República”.

O candidato do PCP, Francisco Lopes, sustentou que a recandidatura de Cavaco Silva representa a “continuação e o agravamento” da crise em Portugal, sendo um “compromisso” com o desemprego e os interesses dos grupos económicos e financeiros. 

O candidato Defensor Moura acusou o actual detentor do cargo, Cavaco Silva, de não ter dado “qualquer passo” no sentido da regionalização, “que é um preceito constitucional”.

O antigo autarca de Viana do Castelo sublinhou, no entanto, o facto de Cavaco Silva ter decidido não colocar qualquer outdoor na sua campanha.
De resto, Defensor Moura considerou que o anúncio da recandidatura de Cavaco Silva à Presidência da República “não traz qualquer novidade”, porque “vinha sendo anunciada e preparada ao longo de todo este ano”. 

 Em comunicado enviado à imprensa, a Comissão Permanente do PSD saudou a recandidatura de Cavaco Silva à Presidência da República e anunciou a convocação de uma reunião do Conselho Nacional social-democrata para lhe declarar “apoio inequívoco”.

O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, considerou que a recandidatura de Cavaco Silva à Presidência da República era ansiada por todos, acrescentando que ele é o candidato melhor colocado para garantir “independência, rigor e competência” no cargo.

O líder parlamentar do PS confessou, que não gostou de algumas frases ditas por Cavaco Silva durante o seu discurso de recandidatura.

Na SIC Notícias, Francisco Assis disse não ter gostado nomeadamente do lamento de Cavaco acerca de alguns poderes do Estado não terem aproveitado melhor a sua magistratura de influência.

Do lado do BE, que vai apoiar Manuel Alegre, José Manuel Pureza, líder da bancada bloquista, considerou hoje “absolutamente inqualificável” o “autoelogio” de Cavaco Silva na apresentação da sua recandidatura a Belém, uma recandidatura “conservadora e profundamente comprometida com a crise económica e social” de Portugal.

O PCP, pela voz de João Frazão, da Comissão Politica, considera a recandidatura de Cavaco como “mais do mesmo”.

O CDS-PP diz que “estará empenhado” na recandidatura de “que o país necessita”, por isso deverá apoiar Cavaco.

O Conselho Nacional do partido reúne-se hoje, em Lisboa, para ratificar o sentido de voto contra o Orçamento do Estado para 2011 e para discutir o apoio do partido à recandidatura presidencial de Cavaco Silva.


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