13 familiares na corporação dão recorde aos Voluntários de Vila Meã

17 08 2010

Pais, filhos, irmãos, tios, sobrinhos, primos e cunhados. Treze no total, homens e mulheres, todos da mesma família mas que pertencem a uma maior: aos Bombeiros Voluntários de Vila Meã, a corporação com mais elementos do mesmo “clã” do país.

Dos 122 bombeiros que os voluntários de Vila Meã têm no ativo, 13 são da mesma família, ou seja, 10 por cento dos homens e mulheres que naquele concelho saem em socorro dos que mais precisam têm, entre eles, ligações maiores do que apenas colegas ou companheiros.

O primeiro da família a chegar à corporação foi Albano Silva há já 29 anos. Barbeiro de profissão, bombeiro sempre que pode, confessa-se à Lusa “orgulhoso e até vaidoso” por ter sido aquele que iniciou esta tradição familiar.

Além da restante família, nos Bombeiros Voluntários de Vila Meã tem neste momento o seu filho mais novo, mas já teve também o mais velho – que agora está ausente “porque escolheu a farda da tropa” – e Albano, 48 anos, recorda que na escola, quando lhe perguntavam o que ele queria ser, respondia sempre e sem hesitações: “quero ser bombeiro!”.

“Nós somos todos uma família. Mas quando há família chegada há sempre mais vontade de aparecer aqui. Há mais harmonia, mais amizade e um convívio diferente”, evidencia o bombeiro.

Mas se Albano foi o primeiro dos treze a integrar a corporação, o último foi o jovem João Marques, de apenas 15 anos, que conhece bem os bombeiros porque desde muito pequeno ia para o antigo quartel com a mãe, que era então centralista, para além de ver sempre o seu pai sair para ajudar os outros.

Apesar de ainda não saber aquilo que quer fazer “quando for grande”, o jovem João – apenas há três meses na organização – garante que sempre soube que quereria ser bombeiro, opção que o pai aplaudiu mas que a mãe, de início, receou.

Gerir o tempo para ir às aulas, trabalhar como auxiliar de ação médica no Hospital de S. João e ser bombeira é um verdadeiro puzzle para Marisa Sousa, de 27 anos, que apesar de conhecer desde sempre os voluntários de Vila Meã é bombeira há 16 anos.

“Sou bombeira por paixão, que se calhar até já nasceu connosco, e sou-o também pelo incentivo dos tios e do resto dos familiares. Tinha que vir parar aos bombeiros, sem dúvida”, sublinhou, sorridente, numa conversa descontraída com a Lusa.

Uma corporação de bombeiros é “um sítio diferente” para encontrar os familiares, considerando Marisa – para quem os bombeiros significam “tudo” – que é por isso que é “uma família tão unida e sempre presente”.

Já Juliana Silva, de 22 anos, entrou com 15 para a corporação mas tem vontade de ser bombeira desde que se lembra “de ser gente”.

Licenciada em enfermagem e atualmente no desemprego, Juliana aproveita o tempo livre forçado para se dedicar a esta causa, considerando que se não fosse pela tradição familiar “se calhar não tinha esta paixão” pelos bombeiros.

“É bom ter aqui a família toda mas às vezes é um bocado frustrante quando sai algum de nós [em serviço], custa porque nunca saberemos o que pode acontecer. Mas é ótimo trabalhar em família”, afirma a jovem enfermeira/bombeira.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa


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