Hospitais do Algarve sem reforços médicos

1 07 2010

Os hospitais do Algarve vão enfrentar o verão e a chegada de milhares de turistas sem quaisquer reforços médicos e a solução passa por apelar aos clínicos a não tirar férias em agosto e setembro.
À semelhança de 2009, este ano, o Hospital Central de Faro vai funcionar apenas com os 250 médicos da casa, aos quais vão ser pedidas mais horas extraordinárias e reorganização nos planos de férias, conforme refere a diretora clinica do hospital, Helena Gomes “Vamos trabalhar com os nossos médicos, sendo que os serviços se reorganizaram nos planos de férias de forma a não criar situações de insuficiência de resposta ou falta de recursos para a resposta”.
As orientações que os médicos e outros profissionais da área da saúde receberam para dar resposta às solicitações do verão foram no sentido de “evitar tirar férias nos períodos críticos de agosto e setembro”, para além de cada serviço do HCF garantir que um terço das pessoas esteja efetivamente a trabalhar ao longo do verão “O que o hospital vai fazer, os serviços estão a fazê-lo, é cumprir aquilo que são as indicações internas no sentido de em cada momento e em cada serviço não podem ter férias mais do que um terço dos profissionais, ou seja, estamos a coordenar as férias para não deixar os serviços sem profissionais, nem que existam situações complicadas em termos de respostas”,
Também no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) – que inclui as unidades hospitalares de Portimão e Lagos – não vai haver reforço de profissionais de saúde para os meses do verão.
O presidente do Conselho de Administração, Luís Batalau, admite que há falta de médicos em várias especialidades, mas garante que foi feita uma “organização criteriosa dos serviços nas férias dos técnicos de saúde, para que esteja garantido o atendimento aos utentes, sem penalização da constituição das equipas”.
O “Plano de Verão 2010” para o Algarve, que entra em funcionamento esta quinta feira, com 32 postos de praia a funcionar em 14 concelhos e estende-se até 15 de setembro, também não prevê reforço de pessoal médico nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), como era tradição.
O que o plano de verão oferece é um reforço no número de horas de trabalho e uma melhor organização para que estejam mais profissionais a trabalhar nos períodos críticos.


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