Supremo Tribunal confirma 20 anos de cadeia para professor de Fafe que matou namorada em Felgueiras

4 06 2010

O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a condenação a 20 anos de cadeia de um professor de Fafe que em 2005 matou a namorada depois de a ter regado com gasolina e de lhe ter ateado fogo.
Segundo o acórdão do tribunal, o arguido, que na altura tinha 28 anos e era casado, “desenvolveu um amor obsessivo” pela namorada, viúva, de 41 anos, chegando, no mês que antecedeu o crime, a contactá-la dezenas de vezes ao dia, através de chamadas ou mensagens telefónicas.
Como o arguido não estava disposto a divorciar-se, a namorada, gerente de um centro de psicologia em Felgueiras, decidiu terminar a relação.
O professor não aceitou e “tomou a resolução de tirar a vida” à namorada. Na manhã de 02 de maio de 2005, no Monte de Santa Quitéria, atirou a namorada para cima de uns arbustos e regou-a com o combustível que levava numa garrafa, ateando depois fogo à roupa que ela trazia vestida, com um isqueiro.
O arguido abandonou o local, “indiferente” aos gritos da namorada, que conseguiu despir a roupa e conduzir até ao Hospital de Felgueiras, onde chegou com cerca de 50 por cento do corpo queimado. Foi transferida para o Hospital de São João, no Porto, e daí para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde morreu.
O professor negou a autoria do crime, garantindo que àquela hora não estava no Monte de Santa Quitéria. Tentou ainda passar a tese de que a namorada se terá suicidado, na sequência de uma depressão por causa da morte do marido.
Segundo a defesa, não ficou provada qualquer intenção de matar, podendo estar-se perante um caso em que a intenção seria apenas “assustar” a vítima, por esta estar a tornar a vida do arguido “num inferno”.
A haver condenação, a defesa pedia uma pena entre os 12 e os 14 anos de prisão, mas o Supremo Tribunal de Justiça decidiu manter os 20 anos aplicados pelo Tribunal de Felgueiras e corroborados pela Relação.
O arguido foi ainda condenado a pagar 115 mil euros de indemnização aos três filhos da vítima, dois deles menores.


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