“Despedimentos na Investvar agravaram significativamente a situação social do concelho de Castelo de Paiva”, diz autarca

18 06 2010

O presidente da Câmara de castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, lamenta o despedimento de centena e meia trabalhadores das duas unidades da Investvar no concelho.
O desfecho “agravou significativamente” a situação económica e social do concelho, lamenta Gonçalo Rocha, que se mostra solidário com os trabalhadores.

O autarca revela em que áreas serão fornecidos apoios da autarquia aos trabalhadores despedidos pelo grupo Investvar.

Trinta e sete trabalhadores da Ilpe Ibérica, em Castelo de Paiva, receberam ontem a carta de despedimento e no final do mês podem vir a ser dispensados os restantes 30 trabalhadores da fábrica de solas do grupo Investvar. Há dois dias, foram despedidos os 120 trabalhadores da Glovar, outra empresa da Investvar apresentada à insolvência, o que significa que o grupo, gerido pelo Fundo de Recuperação de Empresas, detido pelos maiores bancos portugueses, já lançou para o desemprego 157 pessoas.
Os 120 trabalhadores da Glovar perderam o posto de trabalho com os salários do mês de maio em atraso e sem garantias de que venham a ser pagos.





Investvar tem até Fevereiro para contestar pedido de insolvência da Aerogroup

15 01 2010

A Investvar tem até ao início de Fevereiro para se pronunciar sobre o pedido de insolvência apresentado pela Aerogroup Internacional, proprietária da marca Aerosoles, que o grupo português de calçado representa há duas décadas.

Segundo fonte do Tribunal de Aveiro, “a a Investvar pediu a prorrogação do prazo para deduzir oposição”, adiantando que “o pedido foi deferido, tendo mais dez dias além do estabelecido para se pronunciar”.

Contas feitas, tendo em conta que a carta de notificação tem a data de 12 de Janeiro, a Investvar tem até 01 de Fevereiro para se pronunciar sobre o pedido de insolvência, que deverá contestar já que, em Dezembro, afirmou “não existir qualquer fundamento para tal processo”.





Pedido de insolvência da Investvar terá dado entrada na Justiça

30 12 2009

Um novo pedido de insolvência da Investvar terá dado entrada na Justiça.

A Investvar, empresa que detém a marca Aerosoles até final de Fevereiro de 2010, assegura desconhecer o pedido de insolvência do grupo norte-americano Aerogroup Internacional e afirma que, até ao momento, não foi notificada no âmbito dessa acção.
No entanto, a imprensa escreve que há um pedido de insolvência do Aerogroup, proprietário da marca de calçado Aerosoles, que deu entrada na comarca do Baixo Vouga, em Aveiro, a 22 de Dezembro. Dois dias depois, o Jornal de Negócios revelava que essa acção se prendia com uma dívida da Investvar na ordem dos 1,5 milhões de euros. Situação que não é confirmada pela empresa que remeteu todas as explicações para o comunicado ontem tornado público. Pereira da Costa, o novo administrador, não quis prestar declarações.

O maior grupo de calçado português garante, porém, que o plano de reestruturação “não será perturbado por uma eventual ocorrência” da acção judicial. A administração refere que “continua empenhada” em recuperar e relançar as actividades do grupo, em criar condições para a satisfação dos créditos do grupo e em preservar postos de trabalho.

O sindicato do sector deverá reunir-se hoje com a administração da Investvar para acertar os pormenores para o início da suspensão temporária do horário de trabalho, que deverá avançar nas primeiras semanas do próximo ano.





Accionistas da Investvar nomeiam esta quinta-feira nova administração

17 12 2009

Os principais accionistas da Investvar vão hoje nomear a nova administração para substituir, pelo menos, três dos cinco actuais administradores do maior grupo português de calçado, nomeadamente o demissionário Pedro Ribeiro da Cunha.

O conselho de accionistas tem como ponto único da agenda a cooptação de administradores para substituir os três administradores que se demitiram, uma nomeação que terá que ser depois validada em assembleia-geral de accionistas.

A partir de hoje, Pedro Ribeiro da Cunha, que apresentou a sua demissão no passado dia 30, deixa de liderar os destinos do grupo de calçado, cujo capital está nas mãos do Fundo de Recuperação de Empresas, detido pelos cinco maiores bancos nacionais e pelo Tesouro.

Recorde-se que o grupo Investvar tem duas empresas de calçado em Castelo de Paiva, que empregam cerca de 200 funcionários.





Governo encontrou solução para Investvar

10 12 2009

O número de empresas de calçado a fechar em Portugal não pára de aumentar. Em oito anos, cerca de 170 fecharam portas. A Investvar estava à beira da falência, mas o Governo encontrou a solução que garante o seu futuro.

Segundo dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, no ano passado existiam 1381 empresas do ramo, menos 169 do que em 2001.

Ainda não se sabe quantas pessoas vão ser despedidas no grupo Investvar, mas sabe-se que o plano que garante o futuro do grupo não conta com os 650 postos de trabalho actuais.

A solução para o grupo de calçado, que detém a marca Aerosoles, foi anunciada hoje no Ministério da Economia, com o secretário de Estado Adjunto da Indústria, Fernando Medina, a informar os representantes dos sindicatos que, dificilmente, se manterão todos os empregos.

Na reunião foi ainda garantido que os trabalhadores vão receber o salário de Novembro, bem como o subsídio de Natal.

A viabilização da Investvar passará pela entrada no capital na empresa do Fundo de Recuperação de Empresas, detido pelos principais bancos portugueses, que separará as componentes industrial e comercial do grupo e apostará na parte produtiva. Fernando Medina explicou que o plano de recuperação avançado pelo Ministério da Economia para o maior grupo português de calçado “assegura três elementos fundamentais: a manutenção em Portugal de uma parte importante da capacidade produtiva, de forma sustentada e sustentável; uma solução que terá accionistas de natureza privada, a quem o Estado alienará as suas acções; e uma gestão privada que irá executar o plano de recuperação”.





Ministro da Economia rejeita criticas de afastamento em relação à Investvar

3 12 2009

O ministro da Economia rejeitou ontem na Assembleia da República as críticas de afastamento do Governo em relação à Investvar, garantindo estar a acompanhar a situação do maior grupo de calçado português.

Vieira da Silva respondia ao deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, que confrontou o ministro com a demissão do presidente da Investvar, Pedro Ribeiro da Cunha. “Aproveito para dizer que não houve nenhum afastamento do governo relativamente à administração da Investvar, temos acompanhado e tentado encontrar as melhores soluções para a empresa num quadro, que sabemos difícil”, disse, esclarecendo ainda que o objectivo é encontrar uma solução viável para a empresa. “O que nós pretendemos para esta empresa é que se encontrem soluções viáveis e que não sejam empresas que funcionem como uma espécie de departamento da administração pública”, esclareceu.

A demissão do administrador da Investvar colheu de surpresa os trabalhadores do grupo que se mostram ainda mais apreensivos com o futuro do grupo de calçado, que emprega 600 trabalhadores, 200 dos quais nas duas unidades de Castelo de Paiva.

O Sindicato do Calçado de Aveiro reuniu esta tarde com Pedro Ribeiro da Cunha para conhecer as razões do pedido de demissão apresentado no início da semana ao Ministério da Economia.

“Nós não estávamos à espera desta decisão, mas já revimos com o presidente demissionário que nos disse que tomou esta decisão tendo em conta o melhor para o grupo. Dado que o estado não tem dado decisões, ele entende que possa estar a ser o entrave para a decisão do executivo central”, explicou, Fernanda Moreira do Sindicato do Calçado de Aveiro.

O presidente da Investvar demitiu-se da presidência do grupo na segunda-feira e em declarações à Lusa disse nunca ter sido recebido no ministério e acusou a tutela de preferir “falar com os sindicatos do que com a entidade patronal”. Pedro Ribeiro da Cunha disse ainda temer “ter sido usado no processo para chegar às legislativas”. O pedido de demissão produz efeitos no fim do mês de Dezembro.





Presidente da câmara de Castelo de Paiva preocupado com futuro dos trabalhadores da Investvar

20 11 2009

O presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, alerta que um eventual encerramento do grupo Investvar pode significar a “machada final” no tecido económico do concelho.

Os trabalhadores do grupo, recorde-se, estiveram ontem em greve para reclamar o pagamento dos salários de Outubro e pedir o apoio do Governo.

Ouvido pela NFM, o autarca de Castelo de Paiva, em funções há cerca de um mês, revela que tem acompanhado a situação com “extrema preocupação” tendo já reunido com o Secretário de Estado da Indústria e do Desenvolvimento e enviado uma exposição ao primeiro-ministro. Gonçalo Rocha alerta que um eventual encerramento da Investvar pode trazer consequências sociais desastrosas para o concelho de Castelo de Paiva. “Eu estou muito preocupado e disse ao secretário de estado, na audiência que tivemos, que seria a espetada final. Já perdemos um grande pulmão há uns anos, com o encerramento das minas do Tojão, e o encerramento da CJ Clark. Agora a comprovar-se este cenário seria um drama social muito grande em Castelo de Paiva”, disse.

Em causa estão 200 postos de trabalho, 120 dos quais associados à Glovar, uma das duas empresas do grupo localizadas em Castelo de Paiva e que se encontra em maiores dificuldades, uma vez que está parada há várias semanas.





Trabalhadores da Investvar querem respostas do Governo

19 11 2009

 

Os cerca de 650 trabalhadores das fábricas da Aerosoles em Esmoriz e Castelo de Paiva, do grupo Investvar, manifestam-se esta quarta-feira, na sede da fábrica de Esmoriz.

Os trabalhadores estão sem trabalho há várias semanas e temem pelo futuro da empresa. Razões que levam os funcionários a paralisarem esta quinta-feira. “Os trabalhadores protestam contra a incerteza que se está a viver dentro do grupo e contra a falta de pagamento do mês de Outubro, pedem que exista uma resolução o mais rapidamente possível”, esclareceu Fernanda Moreira, do sindicato do calçado de Aveiro.

Às promessas avançadas pelo Governo, de apoio à empresa, a sindicalista responde que “mais do que boa vontade é preciso acção”

Refira-se que o presidente do conselho de administração da Investvar, que representa a marca Aerosoles em Portugal, disse recentemente que o grupo necessita de pelo menos dez milhões de euros até ao final do mês para continuar de portas abertas.








Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.