“Despedimentos na Investvar agravaram significativamente a situação social do concelho de Castelo de Paiva”, diz autarca

18 06 2010

O presidente da Câmara de castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, lamenta o despedimento de centena e meia trabalhadores das duas unidades da Investvar no concelho.
O desfecho “agravou significativamente” a situação económica e social do concelho, lamenta Gonçalo Rocha, que se mostra solidário com os trabalhadores.

O autarca revela em que áreas serão fornecidos apoios da autarquia aos trabalhadores despedidos pelo grupo Investvar.

Trinta e sete trabalhadores da Ilpe Ibérica, em Castelo de Paiva, receberam ontem a carta de despedimento e no final do mês podem vir a ser dispensados os restantes 30 trabalhadores da fábrica de solas do grupo Investvar. Há dois dias, foram despedidos os 120 trabalhadores da Glovar, outra empresa da Investvar apresentada à insolvência, o que significa que o grupo, gerido pelo Fundo de Recuperação de Empresas, detido pelos maiores bancos portugueses, já lançou para o desemprego 157 pessoas.
Os 120 trabalhadores da Glovar perderam o posto de trabalho com os salários do mês de maio em atraso e sem garantias de que venham a ser pagos.





Câmara de Castelo de Paiva está no limiar do colapso financeiro

21 05 2010

A câmara de Castelo de Paiva está no limiar do colapso financeiro – é o que revela a auditoria às contas mandada fazer pelo actual executivo e que vai ser apresentada esta manhã. Uma auditoria que revela que a situação é mais grave do que o executivo, eleito em Outubro, pensava.

 Segundo uma nota enviada à comunicação social, a divida ultrapassa os 18 milhões de euros.

O presidente da câmara, Gonçalo Rocha diz que “não sendo uma situação de todo inesperada, é muitíssimo mais grave, preocupante e comprometedora do que se previa, derivada da anterior gestão autárquica, da responsabilidade dos representantes do PSD, que colocou o Município no limiar do colapso financeiro e muito próximo de uma situação de pré-bancarrota”.

A apresentação da auditoria está marcada para as 11h00, na câmara municipal.





Trabalhadores da Ilpe Ibérica em Castelo de Paiva de greve

17 05 2010

Os 65 operários da Ilpe Ibérica, de Castelo de Paiva, empresa do grupo de calçado Investvar, que comercializou a marca Aerosoles até ao final de Fevereiro deste ano, entraram esta manhã em greve por tempo indeterminado. Em causa, estão os salários em atraso do mês de Abril e a falta de informações por parte da administração, como explicou, esta manhã, à NFM, Fernanda Moreira, dirigente do sindicato do Calçado dos distritos de Aveiro e Coimbra.

A estrutura sindical está hoje ao lado dos operários na concentração e espera ser recebida pela administração da Investvar, no sentido de esclarecer os motivos dos ordenados em atraso e qual o futuro reservado para as empresas do maior grupo nacional de calçado, À tarde, os trabalhadores vão manifestar-se em frente à sede da Investvar, em Esmoriz. Neste protesto juntam-se aos 65 funcionários da ILPE, 120 da Glovar, empresa do mesmo grupo, também sedeada em Castelo de Paiva.

A dirigente sindical lamenta a falta de sensibilidade da administração da empresa que coloca em causa a vida económico-social destas pessoas, num concelho onde não há oferta de emprego.

Esta não é a primeira vez que a Ilpe Ibérica, que neste momento está a produzir a nova marca de calçado Move On e a trabalhar para outros clientes, tem um salário em atraso.
Desde o início do ano que a Investvar está a pedir a insolvência das suas empresas. A única que ainda não entrou nesse processo foi a Glovar, de Castelo de Paiva. As restantes quatro encontram-se insolventes a pedido da própria administração e a Investvar Industrial já entrou num processo de liquidação.





Câmara de Castelo de Paiva já notificada e acatou a decisão do Tribunal de Penafiel que suspende provisoriamente o sorteio dos lugares da feira

30 03 2010

 O sorteio para a distribuição de lugares da feira de Castelo de Paiva foi provisoriamente suspenso.  A Câmara foi notificada esta manhã da decisão do Tribunal de Penafiel, que deu provimento à providência cautelar interposta pela Associação Feiras e Mercados da Região Norte, e acatou a decisão.

À porta da autarquia juntaram-se algumas dezenas de feirantes que dispersaram após a confirmação da suspensão provisória do acto.

Os feirantes reclamam que só os lugares vagos sejam levados a sorteio e não aceitam que os feirantes mais antigos possam ficar de fora por causa das novas regras.

Já o presidente da Câmara garante que com o novo regulamento a autarquia limitou-se a fazer cumprir a lei.

Argumentos que motivaram já uma manifestação na sexta-feira passada em frente à Câmara de Castelo de Paiva e uma providência cautelar que colheu provimento junto do Tribunal de Penafiel. O sorteio foi esta manhã suspenso temporariamente até à resolução do caso.





Utentes de Castelo de Paiva vão passar a ter dois hospitais de referencia

23 03 2010

Os utentes de Castelo de Paiva vão passar a ter dois hospitais de referência, podendo ser atendidos em Penafiel ou em Santa Maria da Feira.

A proximidade dos utentes de Castelo de Paiva com o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (em Santa Maria da Feira), bem como com o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (em Penafiel), determinou a decisão da Administração Regional de Saúde do Norte, permitindo que a referenciação possa ocorrer para qualquer uma daquelas unidades hospitalares.

A medida surge em resposta a uma reivindicação da Câmara de Castelo de Paiva e deixou satisfeito o autarca local, Gonçalo Rocha.

O autarca aguarda, entretanto, a resolução de outros problemas na área da Saúde, nomeadamente no que toca a falta de médicos de família.

Garantida está já a possibilidade de os utentes de Castelo de Paiva poderem optar pelo atendimento nos hospitais de Penafiel ou de Santa Maria da Feira.

 

 





Operários de empresa de castelo de Paiva estão há uma semana em vigília à porta da fábrica para evitar retirada de bens

9 03 2010

Cinquenta e quatro operários de uma empresa de calçado de Castelo de Paiva estão em vigília à porta da fábrica há uma semana para evitar uma eventual retirada de bens.
Em causa está o pagamento do subsídio de férias do ano passado, metade do subsídio de Natal e o salário de Fevereiro. A empresa está em processo de insolvência e os trabalhadores receiam a retirada de máquinas das instalações, o que restou do património da empresa.
O deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, visitou a unidade fabril e relata um cenário de grande precariedade.
O deputado bloquista já levou o caso ao Governo e pede respostas aos ministérios da Economia e da Solidariedade Social.
Com salários e subsídios em atraso, os trabalhadores da empresa de calçado “Outras Matérias”, em Castelo de Paiva, temem a retirada das máquinas por parte da actual administração e estão em vigília, há uma semana, à porta da empresa para salvaguardar o património.





Faz hoje nove anos que caiu a ponte de Entre-os-Rios

4 03 2010

Esta quinta-feira faz nove anos que a tragédia se abateu sobre Entre-os-Rios, com a queda da ponte Hintze Ribeiro. Ao todo morreram 59 pessoas. Nove anos depois, os familiares das vítimas lembram o dia com várias iniciativas, apesar do dia-a-dia destas pessoas estar calmamente a regressar à normalidade, quase uma década depois. Horácio Moreira, presidente da associação de Familiares das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios, em declarações à NFM, explica que as pessoas começam a recuperar da perda, no entanto há sombras que continuam na memória das pessoas.
Horácio Moreira revela que, nestes anos, as pessoas mudaram, no entanto no que respeita ao desenvolvimento económico e social, o concelho de Castelo de Paiva continua esquecido na sua interioridade.
Para assinalar o dia em que Entre-os-rios foi notícia pelas razões mais trágicas – a morte de 59 pessoas – a Associação de familiares das vitimas tem várias iniciativas marcadas para esta quinta-feira. O momento alto das comemorações vai para uma missa pelas vítimas logo às 19H00, na freguesia de Raiva.
Nove anos depois da queda da Ponte de Entre-Os-Rios 36 dos 59 corpos continuam ainda desaparecidos.





Apresentação do Orçamento Municipal de Castelo de Paiva adiado

23 02 2010

O presidente da câmara de Castelo de Paiva não vai apresentar o orçamento municipal para 2010, sem antes conhecer o valor real da divida da autarquia, que estima ser superior a 20 milhões de euros.
Em declarações à NFM, Gonçalo Rocha revela que o orçamento e o plano estavam prontos em Dezembro do ano passado, mas por uma questão de prudência decidiu esperar pela auditoria às contas da autarquia para apresentar o orçamento para este ano.
A estratégia será apresentar o orçamento no próximo mês de Abril, já com um plano definido. Apesar de a auditoria ainda estar em curso, o autarca acredita que a divida da câmara possa ascender aos 20 milhões de euros. Tendo em conta que a receita anual da autarquia ronda os 9/10 milhões de euros, Gonçalo Rocha diz que vai ser difícil resolver a situação.
O autarca fala, portanto, numa situação grave, herdada do anterior executivo que exagerou nas despesas, fazendo, aquilo que apelida de, “despesas diabólicas”.
Recorde-se que Gonçalo Rocha ganhou a câmara a Paulo Teixeira, por apenas 22 votos.





Autarcas do Tâmega e Sousa unânimes na luta contra suspensão do IC35

5 02 2010

Os autarcas com assento na Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa decidiram, ontem, de forma unânime, lutar contra a suspensão do IC35, uma obra tida como imprescindível para o desenvolvimento da região.

Os autarcas prometem não desistir desta ligação rodoviária e vão tentar sensibilizar o Governo para a necessidade de a concretizar.

A informação foi revelada hoje pelo presidente da Câmara de Lousada, o socialista Jorge Magalhães, à margem da recepção ao Secretário de Estado da Administração Local.

“Há uma decisão unânime dos autarcas da CIM corporizada ontem durante uma reunião. Vamos seguramente lutar com tudo o que estiver ao nosso alcance no sentido de fazer perceber ao Governo de que esta é uma via importantíssima para a região. Há estrangulamentos tremendos e não se compreende que aquele espaço, do concelho de Penafiel a Castelo de Paiva, mas também dos novos municípios, nomeadamente Cinfães, não tenha uma acessibilidade adequada e consentânia com os dias de hoje”, disse Jorge Magalhães.

O autarca prometeu “fazer todas as diligências no sentido de que pelo menos este troço fundamental, de Penafiel a Castelo de Paiva, seja concretizado nem que seja através do QREN, onde a obra já esteve e foi retirada”.

A suspensão da concessão do IC 35, anunciada esta semana, pelo Governo foi, de resto, abordado esta manhã pelo presidente da Câmara de Cinfães, Pereira Pinto, durante uma entrevista à NFM. O autarca lamenta a decisão e fala em prejuízos para o concelho.





Região teme que IC35 volte para a gaveta

29 01 2010

A obra de construção do IC35, cujo concurso estava anunciado para 2010, pode voltar para a gaveta, depois de sucessivas promessas, alguns avanços e muitos recuos.

Os autarcas temem que as declarações do ministro das Finanças, ontem à noite, em entrevista à RTP, em que referiu que o Governo não vai avançar com a construção de novas estradas, possam pôr em causa a construção daquela via, há muito reclamada pelos concelhos de Penafiel, Castelo de Paiva, Marco de Canaveses e Cinfães.

Ouvido pela NFM, Alberto Santos, presidente da Comunidade Urbana do Tâmega e Sousa e autarca de Penafiel, teme que o IC35 volte para a gaveta, apesar de a promessa ter sido renovada há pouco mais de 4 meses, nas vésperas das Legislativas. “Com as declarações que prestou, ficamos com muitas dúvidas de que a palavra seja cumprida e estamos apreensivos”, lamentou.

O autarca lembra que o IC35 representa um pequeno investimento com grandes benefícios para a mobilidade entre os concelhos de Penafiel, Castelo Paiva, Marco e Cinfães. “Uma coisa são os investimentos colossais que estavam previstos e que poderiam trazer complicações ao país, outra são pequenos investimentos de natureza local ou regional, como é o caso do IC 35, que viria beneficiar a mobilidade interna desta região e permitiria a indução da economia local”, realçou.








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